“Acidentes Ofídicos: Primeiros Socorros e Prevenção”

   

Seja bem-vindo a página do Projeto de Extensão “Acidentes Ofídicos: Primeiros Socorros e Prevenção”! Aqui você poderá aprender mais sobre as cobras e os acidentes ofídicos (picadas de cobras).

 

Primeiramente, é importante sabermos que no Brasil, nenhuma espécie de serpente peçonhente se aproxima de nós para picar. As serpentes não tem interesse em utilizar seu veneno em nós. Elas precisam dele para matarem suas presas (ratos, rãs, lagartixas, outras cobras).

             

Quando encontramos uma cobra podemos nos assustar, mas saiba que elas também ficam assustadas e por isso podem dar o bote picando a gente. Isso acontece porque pisamos ou nos aproximamos delas.

    As serpentes apresentam valioso papel na natureza como predadores e presas de vários outros animais, além do potencial farmacológico de seus venenos ainda pouco explorados na produção de remédios e que podem trazer inúmeros benefícios para humanidade. Do veneno da Jararaca (Bothrops jararaca) foi produzido o anti-hipertensivo Captopril, todos nós temos um parente ou um conhecido que utiliza esse medicamento que ajuda a controlar a pressão arterial.

  

    A proteína "Enpak" ("endogenous pain killer") obtida no veneno da cascavel (Crotalus durissus) demonstrou ter um efeito analgésico 600 vezes mais potente que o da morfina. Portanto, as cobras também são responsáveis por salvarem a vida de milhares de pessoas. Por isso, é fundamental preservar e conhecer melhor esses animais de importância para a humanidade, assim como aprendermos a respeitá-los.

PREVENÇÃO DE ACIDENTES OFÍDICOS

- Andar devidamente calçado nas áreas rurais e nas florestas. Aproximadamente 80% das picadas ocorrem nas pernas, sendo 50% delas nos pés.

                              

- Nas matas e no campo, evitar andar descalço ou apenas de sandália ou chinelo.

- Ter muita atenção quando estiver caminhando em trilhas. Uma cobra pode estar na vegetação ou atravessando no caminho.

- Durante a noite muitas serpentes peçonhentas estão em atividade. Sempre use uma lanterna quando for caminhar de noite em áreas rurais e nas matas.

- Quando encontrar serpentes na natureza mantenha a devida distância. O alcance do bote não irá ultrapassar o comprimento do corpo da mesma, geralmente corresponde a um terço do seu tamanho.

- Não mexer com as cobras quando as encontrar.

- Não manusear ou tocar nas cobras, mesmo se elas aparentarem estar mortas.

      

- Quando for sentar no chão nas matas ou levar a mão até o chão, olhe cuidadosamente pra ver se não tem nenhum animal peçonhento próximo.

Conseguiu ver a cobra camuflada? No final da página ela está evidente!

- Redobre a atenção quando se aproximar de ambientes aquáticos (lagos, rios, córregos, igarapés, riachos). Juvenis e adultos de muitas espécies de jararacas se alimentam de anfíbios (rãs e pererecas) e costumam serem mais frequentes nesses locais nas margens. Esteja atento em banhos e pescarias.

- Evite andar sozinho em florestas.

- Em matas e no campo durante acampamento, sempre feche bem as barracas e as mochilas, evitando assim que algum animal peçonhento possa entrar.

 

PRIMEIROS SOCORROS  

- Manter a calma. Quando sofremos um acidente qualquer, precisamos ficar calmos para tomarmos as melhores decisões para superar a situação.

- Evitar esforços físicos, correr por exemplo. Procure caminhar normalmente até onde possa encontrar ajuda.

                         

- Quando sentir que foi picado por um animal peçonhento, procure vê-lo caso ainda não tenha visto. É importante saber pelo menos qual foi animal: uma cobra, escorpião, aranha, lacraia, vespa.

- Não amarrar (fazer garrote ou torniquete) no membro que foi picado. Essa prática incorreta pode promover o surgimento de necrose (apodrecimento) e aumentar a chance de amputação do membro ou outras complicações.

    

 

- Não cortar no local da picada e nem fazer perfurações. Isso contribui para aumentar o sangramento e para infeccionar o local da picada.

  

 

- Não fazer sucção (não chupar o local da ferida para tentar tirar o veneno). Isso pode contribuir para que o local da pica infeccione e também para surgir a necrose.

 

- Remover anéis, pulseiras ou relógios que estiverem no membro picado. Em caso de edema (inchaço), esses objetos poderiam atrapalhar a circulação e também ficariam mais difíceis de serem removidos. Se a perna inchar e a vítima estiver com calça, pode cortar o pano para não comprimir o membro.

- Beber água, ficar bem hidratado. Uma das complicações que pode surgir é a insuficiência renal, por isso é importante a vítima beber água.

                                          

- Lavar o local da ferida com água e sabão. Isso ajuda a evitar infecção.

     

- Evitar curandeiros, benzedores e chás caseiros. Isso irá apenas atrasar o tempo de atendimento no hospital e quanto mais tempo demorar, maior é a chance de surgirem complicações e sequelas.

- O "Específico Pessoa" não reverte os quadros de envenenamento e não trás nenhum benefício.

     

- Levar a vítima o mais rápido possível para o Hospital. O soro antiofídico e o Médico em um ambiente hospitalar é o único tratamento eficaz.

     

- Caso a cobra tenha sido morta levá-la até o hospital ou fotografá-la. Os profissionais da Saúde vendo a cobra que causou a picada ajuda na identificação da espécie e no tratamento mais adequado

      

 

    Então, conseguiu encontrar aquela cobra que estava camuflada no chão da floresta? Olha ela aqui:

 

    Se você quiser saber mais sobre esses animais, veja outros conteúdos contidos no Site Herpetofauna:

 

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    Sobre o Projeto de Extensão “Acidentes Ofídicos: Primeiros Socorros e Prevenção”:

Coordenador: Prof. Paulo Sérgio Bernarde

Participantes: Bióloga Maíra Santos Silva e os acadêmicos do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFAC Campus Floresta Jeferson de Souza Dutra e Jessica Gomes da Costa.

    Resumo do Projeto:
Acidente ofídico ou ofidismo (picada por cobra) compreende um problema de Saúde Pública no Brasil, ocorrendo por ano uma média de 28.812 casos com uma letalidade registrada de 0,41%. Na Amazônia a problemática do ofidismo aumenta, uma vez que grande parte das vítimas encontra-se distante das cidades, o que prolonga o tempo entre o acidente e o recebimento do soro antiofídico. Crianças, idosos e a demora do atendimento hospitalar são fatores considerados associados ao surgimento de maiores complicações (infecções graves, amputações) e óbitos. Grande parte das vítimas dos acidentes ofídicos constituída por trabalhadores rurais, ribeirinhos, estudantes e também pessoas durante atividades recreativas em igarapés, rios e lagos. Além da área rural, aproximadamente 26% dos casos de acidentes ocorre na área urbana ou peri-urbana de Cruzeiro do Sul, o que denota a realização de campanha de prevenção também para essas populações. Em vista do fato das vítimas de acidentes ofídicos perfazerem pessoas da área rural e também urbanas, é estratégico e fundamental ações de prevenção e primeiros socorros que tenham como público alvo, estudantes e outros segmentos da sociedade, que podem se tornar agentes multiplicadores levando o aprendizado até suas famílias. O presente projeto pretende desenvolver atividades de extensão na comunidade sobre acidentes ofídicos, em especial ações educativas de prevenção e de primeiros socorros. De uma forma geral, pretende-se atingir o maior número possível de pessoas através das atividades planejadas sobre divulgação de informações sobre prevenção e primeiros socorros em acidentes ofídicos durante os quatro meses de execução deste projeto, realizando interlocuções com estudantes em escolas e distribuindo panfletos e fazendo exposições sobre animais peçonhentos para escolares, a sociedade em geral e membros da comunidade acadêmica. Além da confecção de cartazes, também será feito uma página na Internet e campanhas nas redes sociais sobre prevenção de acidentes ofídicos e primeiros socorros.

Apoio: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFAC (EDITAL PROEX Nº 06/2017)

EDITAL SOCIOAMBIENTAL DE EXTENSÃO: UFAC E COMUNIDADE

 

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