As serpentes do gênero Corallus (Boidae)

    O gênero Corallus compreende nove espécies de serpentes conhecidas, com distribuição do Norte da América Central na Guatemala até a América do Sul no estado de São Paulo, na região Sudeste do Brasil (Uetz et al. 2016). Pertencentes a família Boidae (Mesma das jiboias e sucuris), as serpentes do gênero Corallus são de hábitos noturnos, arborícolas (ativas sobre a vegetação), matam suas presas por constrição e são vivíparas (Os filhotes se desenvolvem no interior da fêmea que depois parem os filhotes formados). São caracterizadas também por apresentarem pupila do olho elíptica e dentição áglifa.

Periquitamboia ou Papagaia (Corallus batesii). Foto: Paulo Bernarde

 

A rara e ameaçada Corallus cropanii, conhecida apenas por sete espécimes já registrados. Foto: Bruno Rocha.

 

Periquitamboia ou Papagaia (Corallus batesii) – Pupila do olho elíptica ou vertical e presença de fossetas labiais. As serpentes do gênero Corallus apresentam as fossetas labiais, que são órgãos altamente sensíveis, capazes de detectar a radiação infravermelha. Assim, conseguem localizar as presas endotérmicas (mamíferos e aves) pela temperatura corpórea destes animais. Foto: Paulo Bernarde.

 

Corallus hortulanus dardejando enquanto se desloca no galho de uma árvore. Assim como outras serpentes, as Corallus apresentam o olfato (quimiorrecepção) desenvolvido, elas dardejam a língua bífida (bifurcada) capturando moléculas odoríferas do ambiente e transportando até o Órgão de Jacobson situado no céu da boca, onde processam as informações. Foto: Paulo Bernarde.

    Serpentes arborícolas, apenas ocasionalmente descem no chão, apresentando várias adaptações para uma existência sobre as árvores. O corpo é lateralmente comprimido, a caudas é preensil e relativamente longa (Pizzatto et al. 2007) e dentes muito aumentados na parte anterior das maxilas superiores e inferiores (para manter seguro os animais quando ela abocanha, dificultando que escapem). No caso particular de Corallus caninus e C. batesii, o grande tamanho do corpo alcançado por elas parece restringir sua distribuição a locais com dossel alto na Amazônia (cerca de 15-30 m acima do nível do solo) (Henderson et al. 2009).

 Corallus batesii. As serpentes do gênero Corallus apresentam dentes muito aumentados na parte anterior das maxilas superiores e inferiores (para manter seguro os animais quando ela abocanha, dificultando que escapem). Foto: Renato Gaiga.

    No Brasil, são registradas quatro espécies (Corallus batesii, C. caninus, C. cropanii e C. hortulanus) (Costa & Bérnils 2015). Corallus batesii e C. caninus ocorrem na Amazônia, sendo que C. batesii é distribuída ao sul do Rio Amazonas e a leste do Rio Negro, enquanto que C. caninus é restrita ao norte do Rio Amazonas e ao leste do Rio Negro (Henderson et al. 2009). A rara e ameaçada Corallus cropanii ocorre na Mata Atlântica no sul do estado de São Paulo, no Vale do rio Ribeira (Machado-Filho et al. 2011). Corallus hortulanus corresponde a espécie com mais ampla distribuição geográfica, estando presente na Amazônia, Cerrado, Caatinga e na Mata Altântica, tendo como limite ao sul o estado de São Paulo (Hernderson 1997; Bérnils et al. 2007).

        Corallus batesii e C. caninus são menos comuns nas coleções científicas do que a simpátrica C. hortulanus e, os estudos de campo também revelam que C. hortulanus é mais frequente dentre elas. Durante 23 anos de experiência procurando serpentes pela Amazônia, encontrei várias Corallus hortulanus (Até 5 em uma noite!), mas apenas uma C. batesii. Essas diferenças na abundância provavelmente se deve ao fato de explorarem de forma distinta suas presas (Henderson & Pauers 2012). Corallus hortulanus alimenta-se de uma ampla variedade de presas, empregando as táticas de caçar de espreita e também de procurar ativamente por elas, por isso deve se alimentar mais frequentemente. Já os adultos de Corallus batesii e C. caninus, são especializados em roedores e marsupiais que capturam caçando de espera. As populações de suas presas ocorrem em baixa densidade e isso deve limitar as densidades populacionais destas duas espécies de serpentes.

 

Corallus batesii (Gray, 1860)

Nomes populares: Periquitamboia, Cobra-papagaio, Bico-de-papagaio (RO e MT), Papagaia (AC), Jiboia-verde.

Tamanho: Até aproximadamente 2 m.

Distribuição geográfica:  No Brasil ao norte e sul do Rio Amazonas a oeste do Rio Negro (Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Maranhão), também na Colômbia, Equador, Peru e Bolívia (Henderson et al. 2009)

Hábitos alimentares: Alimenta-se principalmente de pequenos mamíferos (roedores e marsupiais) (Pizzatto et al. 2009). Existem também registros de Corallus batesii ter predado juvenis da serpente Bothros atrox (Henderson & Pauers 2012). 

Reprodução: Vivípara, parindo entre 3 a 15 filhotes (Pizzatto & Marques 2007).

Comentários: Adultos possuem coloração predominantemente verde com manchas brancas. Juvenis apresentam coloração vermelho-alaranjado com manchas brancas. Corallus batesii difere de C. caninus pelo número de escamas na região superior do focinho no nível de sutura entre a terceira e quarta supralabiais (3 a 12, média de 6.9 em C. batesii; 2 a 6, média de 3.4 em C. caninus; Veja a Figura 2 em Henderson et al. 2009), presença ou ausência de estria médio-dorsal longitudinal (Ausente em C. caninus) e manchas laterais raramente ausentes.

Corallus batesii - indivíduo adulto. Foto: Paulo Bernarde

 

Corallus batesii - indivíduo juvenil. Os filhotes de C. batesii e C. caninus nascem com essa coloração avermelhada e a medida que crescem vão se tornando verde. Foto: Breno Almeida.

 

Corallus batesii - indivíduo juvenil. Foto: Saymon de Albuquerque.

 

Corallus batesii na típica posição de caça de espera, com a cauda e a região posterior do corpo ancorados em um tronco ou galho de árvore com a cabeça inclinada para baixo, próximo ao chão, para capturar presas. Foto: André Ravetta.

 

Corallus batesii na típica posição de caça de espera, com a cauda e a região posterior do corpo ancorados em um tronco ou galho de árvore com a cabeça inclinada para baixo, próximo ao chão, para capturar presas. Foto: Breno Almeida.


Corallus caninus (Linnaeus, 1758)

Nomes populares: Periquitamboia, Cobra-papagaio, Jiboia-verde.

Tamanho: Até aproximadamente 2 m.

Distribuição geográfica: Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Venezuela (Bolıvar e Amazonas), e, no Brasil, ao norte do Rio Amazonas e ao leste do Rio Negro (Amapá, Pará, Roraima e Amazonas)  (Henderson et al. 2009).

Hábitos alimentares: Pequenos mamíferos (roedores e marsupiais) e ocasionalmente de lagartos (Martins & Oliveira 1998; Pizzatto et al. 2009; Henderson & Pauers 2012). Essa serpente e também a Corallus batesii costumam caçar de espera, com a cauda e a região posterior do corpo ancorados em um tronco ou galho de árvore com a cabeça inclinada para baixo, geralmente a 1 metro de altura (e às vezes muito mais próximo), para capturar presas se movendo no chão (Dewynter et al. 2015). Esses mesmos autores observaram um indivíduo de C. caninus na mesma posição a 12 m de altura, possivelmente para capturar presas que se deslocam no alto das árvores atrás de frutos ou flores.

Reprodução: Vivípara, parindo entre 3 a 15 filhotes (Martins & Oliveira 1998; Pizzatto & Marques 2007). Registro de uma observação onde uma fêmea pariu seis filhotes, medindo 40,6 cm e pesando 40g (Groves 1978).

Comentários: Dentre os predadores desta serpente, existe registro do Gavião-de-penacho (Morphnus guianensis) como predador (Bierregaard 1984).

Corallus caninus - Adulto. Foto: Sérgio Morato.

 

Corallus caninus - Juvenil. Foto: Sérgio Morato.


 

Corallus cropanii (Hoge, 1953)

Nomes populares: Jiboia-do-Ribeira, Jiboia-de-Cropan ou Jiboia-amarela.

Tamanho: Aproximadamente 1,20 m.

Distribuição geográfica: Presente na região sudeste do estado de São Paulo, no Vale do rio Ribeira, nos municípios de Miracatu, Pedro de Toledo, Eldorado e Sete Barras (Machado-Filho et al. 2011; Martins et al. 2016).

Hábitos alimentares: Apresenta apenas um registro de marsupial (Metachirus nudicaudatus) como ítem alimentar para essa espécie (Marques & Cavalheiro 1998).

Reprodução: Vivípara.

Comentários: As informações sobre essa espécie são extremamentes escassas (Sawaya et al. 2008; Martins et al. 2016), os poucos exemplares foram encontrados em áreas aleradas (plantações e pastos) vizinhas a áreas extensas de florestas de Mata Atlântica. Na avaliação de risco de extinção (Martins et al. 2016), essa serpente foi classificada como vulnerável. Como justificativa o baixo número de exemplares coletados ou observados (Até hoje 7 espécimes), suspeitando-se que se trata de uma população pequena, possivelmente com menos de 1.000 indivíduos adultos.

Corallus cropanii. Foto: Bruno Rocha.

 

Corallus cropanii. Foto: Lívia Corrêa.

    O Projeto de Conservação Jibóia do Ribeira - Corallus cropanii tem como principal objetivo encontrar exemplares vivos de Corallus cropanii, através da interação com a comunidade local no Vale do Ribeira. As ações desse projeto basearam-se no envolvimento e participação conjunta da comunidade, através de atividades educativas sobre a importância de valorizar e conservar as serpentes e o ecossistema onde elas vivem. Vejam a matéria no Estadão sobre o mais recente encontro desta rara serpente "Cientistas encontram jiboia mais rara do mundo na Mata Atlântica" e o vídeo também feito que mostra um pouco deste projeto de pesquisa e conservação "Vídeo sobre a Jiboia-do-Ribeira".

Pesquisador Bruno Rocha com um exemplar de Corallus cropanii em atividade de educação ambiental do  Projeto de Conservação Jibóia do Ribeira - Corallus cropanii. Foto: Lívia Corrêa.

Folder do Projeto de Conservação Jibóia do Ribeira - Corallus cropanii.

 

A cuíca (Metachirus nudicaudatus), uma espécie de mamífero marsupial, é o única presa conhecida para a dieta da serpente Corallus cropanii (Marques & Cavalheiro 1998). Foto: Paulo Bernarde.
 


 

Corallus hortulanus (Linnaeus, 1758)

Nomes populares: Suaçubóia. Nome de origem indígena: "Suaçu" = veado e "bóia" = cobra. Cobra-veadeira ou cobra-de-veado.

Tamanho: Até aproximadamente 1,70 m.

Distribuição geográfica: Apresenta ampla distribuição geográfica, estando presente na Amazônia, Cerrado, Caatinga e na Mata Altântica, tendo como limite ao sul o estado de São Paulo (Hernderson 1997; Bérnils et al. 2007).

Hábitos alimentares: Serpente generalista, predando pequenos mamíferos (roedores, marsupiais, morcegos), aves, lagartos e anfíbios anuros (Martins; Oliveira 1998; Crasto-Astor et al. 1998; Esbérard & Vrcibradic 2007; Pizzatto et al. 2009; Bernarde & Abe 2010; Gonzalez et al. 2016). Ribeiro-Júnior et al. (2016), registraram um macaco (Saimiri sciureus) como presa desta serpente. Durante a caça, emprega a tática de caçar de espera e também procura ativamente por suas presas. Veja registros de comportamento de caça desta serpente na natureza em Costa-Silva & Henderson (2012; 2013a; 2014a) e Costa-Silva et al. (2012).

Reprodução: Vivípara, parindo entre 3 a 24 filhotes (Pizzatto & Marques 2007). Veja registro de cópula em Costa-Silva & Henderson (2014b) e de parto em Bernarde & Machado (2010), todos registros feitos na natureza.

Comentários: Coloração muito variada entre os indivíduos, existindo padrões variados em relação às manchas e tonalidades de cinzas, amarelados e avermelhados (Veja o artigo de Duarte et al. 2015 sobre o policromatismo das populações de Corallus hortulanus ao sul da Bacia Amazônica).

Corallus hortulanus. Fotos: Paulo Bernarde.

 

Corallus hortulanus. Fotos: Paulo Bernarde.

 

 

Corallus hortulanus. Fotos: Paulo Bernarde.

 

Corallus hortulanus. Foto: Paulo Bernarde.

 

Corallus hortulanus predando um morcego. Foto: Allan Razera.

 

Corallus hortulanus. Quando manuseada costuma se enrolar formando uma "bola", geralmente escondendo a cabeça dentro das voltas do corpo. Foto: Paulo Bernarde.

 

Suindara (Tyto furcata). Uma das aves registradas como predadoras da serpente Corallus hortulanus (Veja Costa-Silva et al. 2013b). Foto: Paulo Bernarde.

 

CONVERGÊNCIA ADAPTATIVA COM A PÍTON VERDE (Morelia viridis)   

        A convergência adaptativa é um processo em que organismos de diferentes espécies, mas que vivem em um mesmo tipo de ambiente por muito tempo, acabam adquirindo semelhanças morfológicas pelo processo evolutivo, graças à seleção natural. Um dos casos mais conhecidos de evolução convergente no mundo animal é o das serpentes Corallus batesii e C. caninus e a píton verde (Morelia viridis), que apresentam hábitos arborícolas, aparência geral e a mudança ontogenetica de cor, sendo os filhotes vermelhos (Em M. viridis alguns nascem também amarelos) e ao crescerem vão se tornando verde (Esquerré & Keogh 2016). Apesar de ocorrerem em continentes distintos (C. batesii e C. caninus na América do Sul; M. viridis na Ásia e Oceania), pressões ambientais seletivas relacionadas ao uso do habitat impulsionaram essa convergência adaptativa dessas espécies que são equivalentes ecológicos.

Morelia viridis. Espécie de píton que é um equivalente ecológico de Corallus batesii e C. caninus. Foto: Alex Zanotti.

 

Morelia viridis - Juvenil. Os filhotes desta espécie de píton nascem com coloração vermelha ou amarela e a medida que vão se tornando adultos adquirem a coloração verde. Foto: Ricardo Sawaya.

 

Morelia viridis - Juvenil. Os filhotes desta espécie de píton nascem com coloração vermelha ou amarela e a medida que vão se tornando adultos adquirem a coloração verde.  Foto: Nelson Porfirio.

BIBLIOGRAFFIA

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