CUIDADOS COM ALGUNS ANIMAIS E SEGURANÇA NO CAMPO

    Uma pessoa durante atividades (pesquisa, trabalho, lazer) em campo estará sujeita a diferentes riscos, principalmente devido à presença de animais peçonhentos, vetores e também os traumatogênicos (Bernarde 2012a). Alguns cuidados preventivos devem ser tomados para minimizar as chances de agravos à saúde, e a pessoa também deve estar informada sobre como proceder em determinadas situações de riscos.

 
 
SERPENTES PEÇONHENTAS


No Brasil são conhecidas até o momento 60 espécies de cobras peçonhentas (Bérnils & Costa 2012), distribuídas em duas famílias: Elapidae (Corais-verdadeiras ou corais-venenosas ou corais = 30 espécies) e Viperidae (Jararacas, cascavel e surucucu-pico-de-jaca = 30 espécies). Ocorrem anualmente no país algo de 28 a 30 mil acidentes ofídicos, resultando em um máximo de 300 óbitos. As Jararacas (e demais espécies do gênero Bothrops: jararacuçu, caissaca, cotiara, urutu-cruzeiro, etc) são responsáveis pela maioria (88%) dos acidentes ofídicos no Brasil (Letalidade de 0,33% dos casos).

Jararaca ou Caissaca (Bothrops moojeni) - Principal serpente causadora de acidentes ofídicos no Cerrado.

 

    Na Amazônia a situação de um acidente ofídico pode se complicar, uma vez que muitas vezes a vítima se encontra distante (às vezes dias!) do atendimento hospitalar  (BERNARDE & GOMES 2012; Bernarde 2012b; Bernarde et al. 2012). Não é raro ser encontrado pessoas que vivem em florestas (ribeirinhos e indígenas) que foram picadas mais de três vezes na vida. As atividades de agropecuária/extrativista e as populações tradicionais (ribeirinhos, extrativistas e indígenas) que vivem nas florestas, além de lazer associadas à natureza (pesca, banho), contribuem para uma maior exposição das pessoas aos acidentes ofídicos na Amazônia.

Jararaca ou Surucucu (Bothrops atrox) - Serpente que causa mais acidentes ofídicos na Amazônia.


    A maioria das picadas ocorre na região abaixo do joelho, o que demonstra a importância do uso de botas e perneiras nas atividades de campo. Algumas jararacas, como a Papagaia ou bico-de-papagaio (Bothrops bilineatus) apresenta hábitos arborícolas (sobre a vegetação), podendo causar envenenamentos na região superior de uma pessoa. Uma picada na região da cabeça ou no pescoço é geralmente grave, especialmente pelo risco de edema de glote.

Papagaia ou bico-de-papagaio ou jararaca-verde (Bothrops bilineatus) - Serpente de hábitos arborícolas que ocorre na Amazônia e na Mata Atlântica até o Rio de Janeiro.

 

    A Cascavel (Crotalus durissus) é uma serpente peçonhenta típica de áreas abertas no Brasil e que na Amazônia ocorre em algumas áreas de cerrado. Comumente atinge 1m de comprimento, podendo alcançar 1,5 m e tendo recordes de até 1,8 m. O nome “Crotalus” vem do grego “Krotalon” que significa chocalho, em alusão ao guizo que as cascavéis apresentam no final da cauda. Trata-se da serpente peçonhenta que apresenta a maior letalidade (1,8% dos casos) no Brasil, sendo responsável por cerca de 8% dos acidentes. Com a aproximação da pessoa, geralmente cascavel vibra seu chocalho produzindo um som característico alertando sua presença.

Cascavel (Crotalus durissus) - Serpente que apresenta a maior letalidade (1,8% dos casos) no Brasil.

 

    A maior cobra peçonhenta do Brasil e também das Américas é a Bico-de-jaca ou surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta), podendo ultrapassar três metros de comprimento. Apesar da Surucucu-pico-de-jaca ser muito temida, seu temperamento não é assim agressivo como muitos atribuem e ela é responsável por um baixo número de casos de acidentes ofídicos. As características de grande porte (mais fácil de ser vista), comportamento não agressivo e baixa densidade, provavelmente contribuem para a relativa baixa frequência de acidentes com a Surucucu-pico-de-jaca. Em muitos casos, a pessoa, durante o dia, passou por um tronco ou raiz tabular de grande dimensão e não viu a Surucucu-pico-de-jaca por estar distraído, percebendo o animal somente depois de ser picado (BERNARDE, 2012a). Durante a noite essa grande serpente pode ser encontrada no chão da floresta, às vezes totalmente exposta caçando de espera, mas protegida por sua coloração que confere uma camuflagem. Durante o dia essa serpente pode se abrigar dentro de buracos de tatus ou de pacas e também debaixo de troncos caídos (“balseiros”) (ARGÔLO, 2003; BERNARDE, 2012a; 2012b). São responsáveis por aproximadamente 3% dos acidentes ofídicos no Brasil, com uma letalidade de 0,9%.
 

Surucucu-pico-de-jaca ou bico-de-jaca (Lachesis muta) - Maior serpente peçonhenta das Américas e no Brasil ocorre na Amazônia e na Mata Atlântica até o Rio de Janeiro.

 
    São 30 espécies de corais-verdadeiras (ou corais ou corais-venenosas ou cobras-corais) no Brasil e preocupe-se em considerar toda cobra com o padrão coralino como uma possível venenosa.  Acidentes ofídicos com corais-verdadeiras são relativamente raros (menos de 1% dos casos) e recomenda-se que não se tente diferenciar “verdadeiras” de “falsas”, procurando não especialistas não manusear estes animais. Apesar do baixo número de casos, deve ser considerado sempre um acidente grave, pois apresenta 0,44% de letalidade.


 

Coral-verdadeira (Micrurus lemniscatus) - Uma das 30 espécies registradas para o Brasil. Veja fotos de outras espécies aqui!


    Os riscos de acidentes ofídicos aumentam nas proximidades de ambientes aquáticos (rios, lagos, igarapés e igapós) e durante o período noturno (período de atividade da maior parte das espécies peçonhentas), o que significa que as pessoas precisam ter muita atenção quando estiverem nadando, pescando ou entrando ou saindo de uma embarcação (BERNARDE, 2012a). Juvenis de várias espécies de jararacas alimentam-se de pequenas rãs e pererecas e costumam ocorrer nas margens e muitas vezes empoleirados sobre a vegetação, caçando de espera suas presas. Muita atenção em campo é a principal medida preventiva, porque uma serpente pode estar em qualquer lugar, desde o chão ou sobre a vegetação, imóvel camuflada ou se deslocando. Todo passo em uma floresta precisa ser feito com atenção.


 
Jararaquinha-do-rabo-branco (Juvenil de Bothrops atrox) - Caçando de espera empoleirada sobre a vegetação.


Primeiros socorros (Seguindo BERNARDE, 2012b)
• Manter a vítima calma.
• Evitar esforços físicos, como correr, por exemplo.
• Hidratar bem a vítima é fundamental uma vez que existe o risco de insuficiência renal em grande parte dos casos.
• Procurar um hospital o mais rápido possível, procurando tentar saber antes se o mesmo possui soro antiofídico.
• Se possível, levar a serpente causadora do acidente pra facilitar o diagnóstico.
• Lavar o local da picada.
• Não fazer torniquete ou garrote no membro picado, pois poderá agravar o acidente, aumentando a concentração do veneno no local.
• Não fazer perfurações ou cortes no local da picada, porque pode aumentar a chance de haver hemorragia ou infecção por bactérias.
• Evitar curandeiros e benzedores, lembrando que o rápido atendimento em um hospital é fundamental para a reversão do envenenamento.
• Não ingerir bebidas alcoólicas.
• O uso do “Específico P. Pessoa” não é recomendado devido sua ineficácia comprovada cientificamente.
 
Medidas preventivas (Seguindo BERNARDE, 2012a)
- Usar botas ou botinas com perneiras, lembrando que a maioria das picadas ocorre do joelho para baixo.
- Toda vez que for apanhar algo no chão com a mão, olhar em volta do animal para conferir se não tem alguma serpente por perto.
- Quando for inspecionar um buraco, lembrar-se que dentro dele pode estar escondida uma serpente peçonhenta.
- Ao caminhar por trilhas em florestas, procure andar no meio da mesma, afastado o máximo possível dos arbustos e demais plantas das bordas.
- Ao atravessar ambientes de pastagem ou de campo em grupo, fazê-lo em fila indiana (um atrás do outro), com a pessoa com maior experiência em campo sempre seguindo à frente.
- Ao se sentar no chão, olhar em volta antes.
- Toda vez que precisar se deslocar durante a noite, utilizar lanternas.
- Deixar redes de dormir sempre enroladas e com o mosquiteiro bem fechado, e quando for se deitar, olhar se não tem algum animal peçonhento dentro dela.
- Nunca esquecer a barraca aberta e, quando for se deitar, olhar dentro à procura de animais peçonhentos, mesmo que ela tenha ficado bem fechada.
- Quando acordar para fazer alguma necessidade fisiológica e precisar caminhar pela mata, faça-o sempre de forma atenta e com lanterna.
- Se for necessário banhar-se em rios ou lagos, evitar o período noturno e prestar muita atenção nas margens.
- Se encontrar alguma serpente peçonhenta, avisar os outros membros da equipe a localização da mesma.
- Para fotografar uma serpente peçonhenta, manter distância segura fora do alcance do bote, lembrando que a distância do bote de um viperídeo é geralmente de um terço de seu comprimento corpóreo; ou seja, o bote de uma Jararaca de 1,2 m pode alcançar aproximadamente 40 cm. Excepcionalmente, algumas cobras, como a Pico-de-jaca, podem fazer dois “S” com o corpo e se projetar a até 50% de seu comprimento.
 


ARANHAS E ESCORPIÕES


    No campo as pessoas também correm o risco de ser picados por aranhas e escorpiões (notar que o envenenamento por escorpiões apresentam o dobro da letalidade das aranhas), pois mesmo cientes de que a maioria das espécies não tem veneno letal para o ser humano adulto, uma picada sempre será no mínimo desconfortável (BERNARDE, 2012a). Além de muita atenção e todos os cuidados relatados acima em relação às cobras, acrescenta-se a recomendação de sempre bater e olhar um calçado antes de colocá-lo, pois esses artrópodes costumam procurar sapatos, botas, botinas, tênis e meias como abrigo. Ao usar barracas, é comum as pessoas deixarem os calçados do lado de fora, por causa do mau cheiro; nesse caso, aconselha-se aos campistas embalar e fechar os calçados em sacos plásticos grossos que podem ficar pendurados em algum galho próximo. Como medida de primeiros socorros pode-se aplicar compressas de água fria ou gelo, o que ajuda na diminuição da dor. Levar o aracnídeo causador do envenenamento até o hospital pode auxiliar no diagnóstico. Deve-se ter maior cuidado com crianças, especialmente se além de dor local estiver presente outros sintomas como náuseas, vômitos e suor intenso.
 


 Armadeira (Phoneutria fera).

 

 Escorpião (Tityus cambridgei).

 
ANIMAIS AQUÁTICOS PERIGOSOS

    Quando uma pessoa entra em rios e lagos deve redobrar a atenção porque estará exposto a alguns animais (ex. Poraquê ou Peixe-elétrico, Jacaré-açu, Arraias, Sucuris) que podem causar acidentes sérios (HADDAD JR., 2000; 2003; BERNARDE, 2012a), além do risco de afogamento. Em lugares desconhecidos sempre é interessante perguntar aos moradores sobre a ocorrência de alguns destes animais, e ter cautela dentro da distribuição geográfica dessas espécies (BERNARDE, 2012a). Recomenda-se que a pessoa nunca entre em ambientes aquáticos em floresta sozinha.


    O Poraquê ou Peixe-elétrico (Electrophorus electricus) prefere águas mais paradas e escuras, uma pessoa que se aproximar dele, pode receber uma descarga elétrica de mais de 300 volts capaz de atordoar a vítima. Ocorre na Amazônia.

Poraquê ou Peixe-elétrico (Electrophorus electricus).


    O Jacaré-açu (Melanosuchus niger) é a maior espécie de jacaré do Brasil, podendo alcançar seis metros de comprimento e habita a Amazônia (BERNARDE, 2012a). São raros os ataques a seres humanos, que dependem de certas circunstâncias para acontecer (como estar próximo ou dentro d’água). Em lagos e rios onde esse animal é encontrado, é melhor não entrar na água. Em algumas localidades as pessoas alimentam jacarés com sobras de comida ou restos da pesca e isso aumenta a chance de acidentes, pois os animais passam a associar seres humanos com alimento. Fêmeas vigiando ninhos ou cuidando de filhotes estão mais propensas a atacar invasores. Outras espécies de jacarés são menores, mas mesmo assim deve-se manter distância de segurança e tomar cuidado em lugares onde houver ninhos ou filhotes.
 

Jacaré-açu (Melanosuchus niger).

 

    Em relação à Sucuri (Eunectes murinus), cabe ressaltar que não existem, em literatura científica, relatos fidedignos de ataques fatais a seres humanos (BERNARDE, 2002; BERNARDE, 2012a; HADDAD JR. et. al., 2012). Entretanto, grandes espécimes podem atacar pessoas e apresentam potencial para matá-las; por isso deve-se tomar cuidado em ambientes aquáticos onde ocorram sucuris.

Sucuri (Eunectes murinus) submersa na água de uma lagoa.


    As Arraias ou Raias (Potamotrygon spp.) são peixes cartilaginosos de hábitos bentônicos que vivem enterrados em águas rasas com fundos arenosos; podem causar envenenamento com o ferrão existente na região posterior do corpo (HADDAD JR., 2000; 2003; GARROTE-NETO & HADDAD JR. 2010), com dor muito intensa que dura geralmente 24 horas, com risco de infecções secundárias e necrose. Como o veneno é termolábil, recomenda-se colocar o membro afetado em água quente não escaldante (cerca de 50ºC) por 30 a 90 minutos e procurar o hospital para que sejam retirados fragmentos do ferrão e feitos os demais tratamentos coadjuvantes (analgésicos e antibióticos, por exemplo).


 

Arraias ou raias (Potamotrygon sp.).

 

ONÇAS

    Apesar de vários relatos de Onça-pintada (Panthera onca) e a Onça-parda ou Onça-vermelha (Puma concolor) atacando animais domésticos (MICHALSKI et al. 2006), são raros os casos reais de ataques a seres humanos (ver CAMPOS-NETO et al. 2011). É recomendado novamente que as pessoas não caminhem sozinhas pelas florestas onde esses animais ocorram, especialmente crianças, principalmente em regiões que estes animais estejam atacando animais domésticos. O cuidado deve ser aumentado em regiões do Pantanal onde guias turísticos tem alimentado estes animais para facilitar o encontro durante passeios com turistas. Nessa situação as onças associam seres humanos e barulho de barcos com alimento e isso pode influenciar o ataque. Outra situação associada com ataques é quando pessoas capturam seus filhotes.
 

Onça-pintada (Panthera onca).

 

Onça-parda ou onça-vermelha ou suçuarana(Puma concolor).

 

VETORES DE DOENÇAS

    Muitas doenças podem ser transmitidas por pernilongos e carapanãs (malária, leishmaniose, febre amarela e elefantíase) (FUNASA 2000). Para a febre amarela existe vacina disponível nos postos de saúde e é conveniente que as pessoas que vivem na Amazônia ser imunizada por ela. Contra malária, leishmaniose e elefantíase não existem vacinas eficazes. Nesse caso, especialmente em regiões endêmicas ou onde há focos dessas doenças, deve-se tomar cuidado redobrado; a prevenção se dá com o uso de roupas com mangas compridas e repelentes, e o cuidado de dormir com mosquiteiros. Recomenda-se também perguntar nas comunidades se há casos de malária, ou aos moradores da floresta sobre a ocorrência do mosquito-palha (Lutzomyia, transmissor da leishmaniose). Deve-se também prestar atenção no surgimento de sintomas característicos dessas doenças e informar o médico sobre viagens às áreas de risco. A malária se caracteriza por febres intermitentes: a pessoa sente muito frio e depois passa por fases de extremo calor, dores de cabeça, náuseas e fadiga. A leishmaniose pode ser do tipo tegumentar ou cutânea (conhecida popularmente como manhosa ou ferida brava), mucosa ou visceral, e os sintomas variam de acordo com o tipo. No caso da tegumentar surge na pele uma pequena elevação avermelhada que vai aumentando até se tornar uma ferida de difícil cicatrização que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta; a leishmaniose mucocutânea se manifesta através de lesões inflamatórias no nariz e na boca, e na visceral ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso e inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.

 

Ferida (6 cm por 5 cm) de Leishmaniose em meu braço direito.
Pelos meus cálculos peguei ela em uma expedição para Rondolândia (MT) em janeiro de 2010.
Uma pequena ferida surgiu em fevereiro e os exames que fazia em Cruzeiro do Sul (Teste de intradermorreação de Montenegro, exame microscópico direto e o sorológico!) davam negativo. Esses exames podem dar falso negativo!
Sem a comprovação por exame os médicos não me receitavam o Glucantime. Nas idas e vindas do hospital peguei uma infecção hospitalar...
Em julho fui para São Paulo e o Médico me receitou Glucantime e pediu exame de DNA.
No 11º dia de tratamento com a ferida com apenas 1,5 centímetro (Se fechando!) o resultado do exame de PCR saiu e deu positivo para Leishmania!
20º dia de tratamento a ferida se fechou completamente!
Leishmaniose é uma doença transmitida pelo mosquito-palha.
Por isso se cuidem no campo:
- Sempre que forem para alguma localidade em floresta perguntem sobre a incidência de doenças como Malária e Leishmaniose.
- Durmam com mosquiteiro.
- Passem repelente.
- Usem camisas de manga comprida.


 Rede com mosquiteiro. 


Dicas de segurança no campo (Seguindo BERNARDE, 2012a)
- Sempre levar uma lanterna e se possível uma reserva.
- Se possível levar um GPS e uma bússola (e saber usá-los!).
- Quando for trabalhar em ambiente aquático (açude, rio) durante a noite, conhecer o local previamente durante o dia.
- Avisar as pessoas aonde você vai, qual ponto da floresta ou que trilha irá seguir, e em quanto tempo pretende retornar.
- Levar remédios de uso regular (como anti-hipertensivos) e também alguns de uso ocasional (como analgésicos e anti-histamínicos).
- Em expedições é necessária uma caixa de primeiros socorros.
- Se pretende usar água de rios para beber, levar um pequeno frasco de cloro para misturar à água.
- Caminhar na floresta em “velocidade de segurança”, e pela noite sempre com a lanterna acesa.
- Durante tempestades deve-se evitar ficar dentro da mata, pois árvores e galhos podem cair.
- Em caso de tempestades com raios, procurar ficar longe dos pontos mais altos, como árvores, e procure estar calçado.
- Em barcos, ficar descalço e nunca com botas, pois elas atrapalhariam a natação em caso de acidente. Em barcos pequenos e canoas recomenda-se também não dormir durante a viagem.
- Usar sempre os salva-vidas em barcos e, se tiver sobrando, amarre um também em sua mochila (proteção maior aos equipamentos). Por mais que você saiba nadar bem, em um acidente podemos desmaiar com o impacto ou ser feridos pela hélice do motor; o salva-vidas aumenta a chance de um melhor desfecho nessas situações e favorece a oferta de ajuda a outras pessoas.
- Bebidas alcoólicas não combinam de forma alguma com os trabalhos de campo e seu uso diminui o nível de atenção, aumentando as chances de acidentes.
- Evite andar sozinho em florestas.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ARGÔLO, A. J. S. 2003. Lachesis muta rhombeata Wied, 1825 (Serpentes, Viperidae): defensive behavior and snakebite risk. Herpetological Review 34(3):210-211.

BERNARDE, P. S. 2002. Sucuris atacam seres humanos? Ad Litteram 1(1):16-23. (Download)
BERNARDE, P. S. 2012a. Anfíbios e Répteis - Introdução ao estudo da herpetofauna brasileira.  Curitiba, Anolis Books, 320p. (Compre aqui!)
BERNARDE, P. S. 2012b. Serpentes peçonhentas e acidentes ofídicos no Acre. Curitiba, Anolis Books, 112p. (Compre aqui!)
BERNARDE, P. S. & GOMES, J. O. 2012. Serpentes peçonhentas e ofidismo em Cruzeiro do Sul, Alto Juruá, Estado do Acre, Brasil. Acta Amazonica 42(1):65-72. (Download)
BERNARDE, P. S.; ALBUQUERQUE, S. & TURCI, L. C. B. 2012b. Serpentes peçonhentas e acidentes ofídicos em Rondônia. Curitiba, Anolis Books, 126p. (Compre aqui!)
BÉRNILS, R. S. & H. C. COSTA (orgs.). 2012. Brazilian reptiles – List of species. Disponível em http://www.sbherpetologia.org.br/. Sociedade Brasileira de Herpetologia. Acessado em 10/08/2013. (Download)
CAMPOS-NETO, M. F.; GARRONE-NETO, D. & HADDAD-JR., V. 2011. Attaks by jaguars (Panthera onca) on humans in Central Brazil: Report of three cases, with observation of a death. Wilderness & Environmental Medicine 22(2):130-135. (Download)
FUNASA. 2000. Doenças infecciosas e parasitárias - Aspectos clínicos, vigilância epidemiológica e medidas de controle. 2. ed. Brasília; Ministério da Saúde. (Download)

GARROTE-NETO, D. & HADDAD JR., V. 2010. Arraias em rios da região Sudeste do Brasil: locais de ocorrência e impactos sobre a população. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 43(1):82-88. (Download)
HADDAD-JR., V. 2000. Atlas de animais aquáticos perigosos do Brasil - Guia médico de diagnóstico e tratamento de acidentes. São Paulo, Editora Roca Ltda.
HADDAD-JR, V. 2003. Animais aquáticos de importância médica no Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 36, n. 5, p. 591-597. (Download).
HADDAD-JR., V.; PUORTO, G.; CARDOSO, J. L. C. & DUARTE, M. R. (Orgs.). Sucuris – Biologia, realidade e mitos de uma das maiores serpentes do mundo. 1. ed. Rio de Janeiro, Technical Books Editora. 2012.

MICHALSKI, F.; BOULHOSA, R. L. P.; FARIA, A.; & PERES, C. A. 2006. Human-wildlife conflicts in a fragmented Amazonian forest landscape; determinants of large felid depredation on livestock. Animal Conservation 9:179-188. (Download)

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